A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho leiteiro. Mas, nos últimos tempos, essa atividade passou por um processo de seleção genética muito mais voltado para produção de leite do que para outras características, como saúde, conformação, entre outras. Consequentemente, nos dias atuais, conseguimos enxergar que essa “vaca moderna”, que pode atingir um alto nível de produção de leite, possui uma menor eficiência reprodutiva.

Para saber se uma fazenda possui ou não uma boa eficiência reprodutiva, é essencial o conhecimento dos índices reprodutivos, pois, através deles, conseguimos mensurar a efetividade do rebanho e levantar dados para uma tomada de decisão. E, atualmente, a taxa de prenhez (vacas que se tornam gestantes em relação ao total de vacas aptas) é considerada uma das ferramentas mais utilizadas para monitorar o desempenho dos animais. Com essa taxa, conseguimos avaliar a velocidade com que as vacas aptas emprenham dentro de um rebanho, além de ser obtida em um curto espaço de tempo (pode ser calculado a cada 21 dias), o que possibilita a implementação de ações corretivas em tempo hábil.

Mas, você sabe como melhorar a taxa de prenhez da sua fazenda leiteira? Foi pensando nisso, que preparamos algumas dicas importantes para você, produtor rural.

1 – Período de Espera Voluntário (PEV)

É importante respeitar o PEV pois, neste período ocorre a recuperação do trato reprodutivo do animal (involução uterina). Essa recuperação ocorre em um período de aproximadamente 30 dias, tendo variação de 45 a 60 dias de acordo com raça, grau de sangue, época do ano, ordem de parto e doenças puerperais.

2 – Periparto

Monitorar o periparto é um manejo que visa minimizar a perda de peso e a ocorrência de transtornos puerperais. Nessa fase, sabemos que, ocorre diminuição da ingestão de alimentos e aumento da demanda energética, imposta pelo início da lactação. Assim, algumas mudanças fisiológicas, podem afetar o sistema imunológico e favorecer o estabelecimento de infecções uterinas e outras doenças, interferindo no retorno da ciclicidade ovariana.

3 – Detecção de Cio

Ter eficácia na detecção de cio é um fator imprescindível para se obter bons resultados. A fazenda deve possuir uma rotina eficiente de observação de cio, para inseminar o animal no momento certo. Com isso, devemos ter colaboradores treinados para tal manejo. Existem diversas ferramentas oferecidas pelo mercado que podem ajudar na hora da detecção, como: raspadinha adesiva, bastão, brinco de monitoramento, colar, dentre outros. A adoção de protocolos hormonais, também é uma alternativa para aumentar a taxa de prenhez em rebanhos com baixa taxa de detecção de cio.